Prémio Camões 2021 atribuído a Paulina Chiziane

Prémio Camões atribuído a escritora moçambicana, Paulina Chiziane, “a primeira romancista de Moçambique”

A escritora moçambicana Paulina Chiziane é a vencedora do Prémio Camões 2021, numa escolha feita por unanimidade, anunciou esta quarta-feira a ministra portuguesa da Cultura, Graça Fonseca.

O Prémio Camões foi atribuído a Paulina Chiziane, primeira mulher e escritora moçambicana a publicar um romance (em 1990) e autora que narrou, criticamente e pela ficção, a história e traumas do país.

Paulina Chiziane

Reacções da mesma não tardaram após a informação divulgada:

Este prémio “representa uma força de afirmação que eu não sabia que podia acontecer através de mim”, disse a escritora moçambicana a VOA Português.
Para além, desta reacção por VOA Português  obtida, Chiziane disse também:

“Afinal a mulher tem uma alma grande e tem uma grande mensagem para dar ao mundo. Este prémio serve para despertar as mulheres e fazê-las sentir o poder que têm por dentro”, referiu a autora.

Chiziane foi a primeira mulher a publicar um romance em Moçambique, com “Balada de amor ao vento”, em 1990.

“Quando eu comecei a escrever, ninguém acreditava naquilo que eu fazia. Porque eram escritos de mulher”, referiu, numa alusão à temática do género, um dos fios condutores da sua obra.

Paulina Chiziane, 66 anos, confessou-se “confusa” com a notícia do prémio.

“Eu nem sequer me lembrava que o prémio Camões existia”, porque os confinamentos provocados pela covid-19 deixaram-na “bem fechada em casa, desligada de tudo”.

O prémio surgiu como uma surpresa bem-vinda.

“Uma surpresa muito boa para mim, para o meu povo, para a minha gente”, que em África escreve “o português, aprendido de Portugal”. 

 

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